Um dia de extremos

domingo, setembro 5, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

Eu e o Helton pouco antes da largada.

Eu e o Helton pouco antes da largada.

Ontem testei uma combinação pouco provável: churrasco + prova. E nessa ordem mesmo, primeiro um churrasco e depois de algumas horas, uma prova de 7,5Km num percurso sobe-desce, sob um calor do cão. Também passeei entre duas realidades totalmente opostas. Conto abaixo com mais detalhes.

Tava em casa já pensando no que iria fazer de almoço quando o telefone toca. Era um amigo me convidando para um churrasco em sua casa. Pouca gente, apenas ele e a esposa, o irmão com a esposa e a criançada.  Irrecusável. E lá fomos nós.

O lugar já é maravilhoso. A casa fica num condomínio fechado, que pra quem conhece, lembra um pouco Alphaville em SP. Aquelas casas todas sem portão, lindas fachadas, quadras de tênis, salões de festa… enfim, se existe pedaços do paraíso pra se morar, ali é um dos endereços.

Chegamos lá e o meu filho já correu se enturmar com a criançada. Ele era o mais novo dos que tavam por ali, mas rapidamente já se entrosou e caiu na brincadeira.

Nós ficamos numa área externa da casa, onde fica a churrasqueira. Logo ao lado a piscina e um deck de madeira, com aquelas cadeiras gostosas. Ficamos ali batendo papo e beliscando alguns tira-gostos até a carne sair. Com muito custo consegui até que pegar leve nos amendoins e batatas chips. Tava com a prova em mente, e com a certeza da largada às 4 da tarde. O calor e o sol eram desanimador.

Picanha, queijo coalho, salada, pão de alho… e pra quem gosta, cervejinha trincando de gelada. Mas até que consegui segurar bem. Comi como um humano normal… rs Até tentaram me induzir a tomar uma cervejinha, baseados em estudos científicos, e com conhecimento pra falar isso, dizendo que um abstêmio vive menos que alguém que toma uma dose de álcool diariamente.

Confesso que aquela tulipa com uma marca de chop turvo delicioso deu água na boca, mas depois de tanto tempo sem beber, achei mais prudente me manter apenas na água e no refrigerante.

Nessa hora meu filho já tava correndo pra rua sem camisa e com uma pistolinha de água na mão, fazendo guerra de água com a criançada. Acho que foi a primeira vez na vida que ele brincou no meio de uma rua, pois lá é muito tranquilo. Onde moro isso é impossível.

E quando o papo é bom e estamos cercados de gente bacana, infelizmente a hora passa rápido demais. Faltando pouco para as 16 horas, percebendo o calor e o tamanho do sol que me esperava lá fora, decidi desistir da prova. Liguei para meu amigo Helton , que também iria correr pra avisar da minha desistência mas logo me disse que a largada havia siso mudada para às 17h30, justamente por causa do calor. Bom, estava dentro novamente.

Continuamos ali batendo papo, a criançada brincando… putz, que lugar gostoso. E podem ter certeza que aquele casal merece cada centímetro daquele espaço divino, conquistado às custas de muita ralação, já que ambos trabalham muuuuuuuito!  Plenamente merecedores.

Faltando 30 minutos pra largada, troquei minha roupa, nos despedimos e partimos para a prova. Realmente foi um churrasco muito agradável, com pessoas bacanas demais. Até a saída do condomínio, a gente vai devagarinho com o carro, apreciando aquelas casas, sonhando um dia poder morar num lugar daqueles. Quem sabe né? Sonhar todos podemos.

Imagem referencial do naipe das casas do condomínio

Imagem referencial do naipe das casas do condomínio

Chegando no local da prova, conhecemos o outro lado da moeda.

A prova acontece pelo 3º ano num dos bairros mais carentes da cidade. A prova não tem chip, não tem fechamento de rua. Toda a estrutura e montada de forma bem artesanal pelo pessoal de uma igreja e conta com a participação da comunidade.

Cheguei em cima da hora e corri fazer minha inscrição. Para o meu espanto, ganhei até uma camiseta da prova, em algodão. O mais legal é que tinha até a opção entre umas 4 cores para eu escolher.

Feita a inscrição, um papel sulfite com o nome e idade preenchidos a mão é colocado dentro de um saco plástico e esse sim é grudado na camiseta, com alfinetes. Não há número de peito.

Fomos pra largada. Acho que uns 100 corredores.  As mulheres largaram 1 minuto na nossa frente. Logo foi a nossa vez. Toca a sirene e partimos num retão enorme. Logo já fui ficando lá pra trás, já que a maioria dos corredores são daqueles de associações, magrelinhos e que correm de verdade.

Tentei manter o meu ritmo, aumentei um pouco na descida e logo chegamos na parte mais difícil. Esse bairro, por onde a corrida passou, é novo, afastado da cidade. São casinhas populares sorteadas para a população carente, que antes abrigavam favelas e que foram, logo depois do sorteio, alvos de invasão, muita luta em moradores e polícia.

Sem fechamento da rua e com os corredores bem espalhados, corri praticamente sozinho no meio daquele bairro, cheio de sobe  e desce, passando por entre aquelas casinhas extremamente simples e inacabadas, sem muros, dividindo espaço nas ruas com mobiletes, bicicletas e muitas crianças, que na nossa passagem nos davam a mão e tentavam nos acompanhar correndo. Um barato.

Até a água, nos dois pontos de hidratação, eram distribuídos pela criançada, que pegava nas caixas e vinham nos trazer. A população do bairro também aproveitou e encheu as calçadas de cadeira pra acompanhar os malucos correndo sob um calor de rachar.

Cruzei todo o bairro e comecei fazer o caminho de volta. Apesar de sentir uma alegria muito grande daquela população, não é difícil perceber que morar ali deve ser barra. É longe da cidade, e ainda faltam coisas básicas no bairro.

Bairro por onde passamos na corrida de ontem. Fizemos todas estas ruas, até lá em cima onde aparece na foto.

Bairro por onde passamos na corrida de ontem. Fizemos todas estas ruas, até lá em cima onde aparece na foto.

Correndo num sacrifício muito grande, sem água, já que a quantidade de copinhos foi muito pequena, os lábios rachando de sede e a FC pra cima dos 100%, consegui cruzar o último subidão e fechar os 7,5K em 46 min. Terminei bem cansado. Procurei por água e tive que sentar um pouco. A FC demorou uns 10 minutos pra baixar dos 100bpm mesmo parado. Foi punk. Mas novamente, muito gratificante. Tive a oportunidade de conhecer um lado da cidade que de outra forma nunca iria ter coragem de passar, já que é, além de tudo, um bairro muito violento.

Num mesmo dia pude passar algumas horas no melhor e mais bonito condomínio da cidade e logo em seguida, correr dentro do mais pobre e carente bairro da cidade. Duas emoções diferentes em tão pouco tempo. Realidades opostas, porém verdadeiras.

Foi um sábado realmente muito engrandecedor e diferente. Valeu demais a experiência.

Uma excelente semana pra todos vocês, e um bom feriadão pra quem vai emendar e curtir mais um dia com os pés pra cima!

E vamos correndo!

Novas camisetas: já estão quase lá!

quinta-feira, setembro 2, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

E olha só quem é minha mais nova garota-propaganda das camisetas, a ultramaratonista Lucina Ratinho, que neste final de semana coreu 107K na prova de 24 horas dos Fuzileiros Navais. Sou fã dela!

E olha só quem é minha mais nova garota-propaganda das camisetas, a ultramaratonista Lucina Ratinho, que neste final de semana correu 107K na prova de 24 horas dos Fuzileiros Navais. Sou muito fã dela!

Algumas mudanças estratégicas no percurso mas agora já estamos na reta final para a produção da segunda edição das camisetas Vamos Correndo. Estamos apenas acertando mais uns pequenos detalhes de acabamento para elas entrarem para o “forno” e saírem fresquinhas acredito que até o final deste mês de setembro. Um mês antes do primeiro prazo que eu tinha para o lançamento.

Ainda temos algumas da primeira edição no estoque da loja virtual e também no 4Runner café, mas poucas mesmo, portanto, se você gostou de algum destes modelos atuais, é melhor correr porque a segunda edição será toda diferente. Quem comprou comprou, quem não comprou, não compra mais…rs

Dentre as mudanças, vou destacar alguns pontos:

• Novo tecido, tão leve quanto o atual, mas de outro fabricante, que produz para as melhores provas do Brasil;

• Nova confecção. Desta vez a produção está nas mãos habilidosas de uma grande e conceituada estilista de fora, e não mais em Piracicaba;

• Nova modelagem, enxuta, com caimento perfeito e mais uma opção de tamanho baby look feminino;

• 5 cores totalmente diferentes e exclusivas, já da cartela da coleção de verão 2011;

• Detalhes da marca em pontos diferenciados da camiseta;

• Tag Actio, que comprova a alta qualidade tecnológica do tecido para alta performance;

• Novas estampas + 2 reeditadas;

Ufa! Tá aí. Estes são alguns dos principais detalhes da nova coleção. Pensamos em outras coisas também, como a aplicação de um logo refletivo nas costas, mas depois de muitos testes de aplicação, por ser um tecido muito maleável e elástico, a durabilidade do silk ficava muito comprometida e resolvemos abortar. Queremos oferecer algo que seja 100%. Se não ficou bom, tá fora.

E é uma grande satisfação saber que as camisetas, que surgiram de um sonho aqui no blog, hoje já estão correndo por aí em 15 estados brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Piaui. E tenho certeza que isso só foi possível por causa de vocês, que confiaram e foram meus primeiros clientes. Se hoje as camisetas já saíram até no Blog da Runner´s World e na revista Contra-Relógio, é que de alguma forma a notícia chegou a esses meios de comunicação com credibilidade e grande aceitação.

E é só o começo. Pouco mais de 2 meses de loja no ar. Ainda sou novato nessa coisa de empreender, mas posso garantir que estou estudando muito pra opder oferecer sempre o melhor, a atender a todos os clientes e amigos, como faria com meu melhor amigo. Vocês merecem.

Ah! Só pra citar, hoje meu treinador estava participando em São Paulo, do 11TH IHRSA – FITNESS – Latin American Conference & Trade Show e se espantou quando viu, durante uma palestra, este blog aqui ser citado no telão para todo mundo, como um dos blogs de corrida mais acessados da internet! Na hora ele me mandou um torpedo contando. Putz! Que honra! Me senti até importante depois disso, caraca!

Bom , e é isso. Em breve então, a nova coleção pra vocês. E repetindo, pra quem gostou dos modelos atuais e ainda não garantiu a sua, compre agora ou senão, baubau…rs

Um excelente final de semana pra todos vocês… e vamos correndo!

3ª Corrida Pedestre “Eu quero a Paz”

quinta-feira, setembro 2, 2010 por Augusto - Vamos Correndo
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Foto da prova no ano passado.

Uma criança esperando pela bicicleta nova. Era assim que eu tava ontem a tarde, contanto os minutos pra voltar a das uma corridinha, depois de quase 10 dias parado por causa de uma série de problemas respiratórios, causados pela baixa umidade.

A previsão inicial do médico era que eu voltasse apenas no domingo, mas não aguentei. Já me sentindo bem e com a tosse praticamente sem atrapalhar, calcei o tênis e desci no parque onde corro para um treino-retorno.

Lá, o Rogério me passou a tarefa do dia: 5K de corrida bem leve. Mas bem leve mesmo, quase um passeio. A parte dos 5K eu guardei bem, já a do passeio, essa ficou um pouco de lado. Não digo que voei, mas a sensação de estar voltando era tão boa, que embalado por J. Quest ao vivo, acelerei bem mais do que deveria. Além do mais estava estreando um tênis novo e parecia nem tocar no solo, de tão confortável.

Tudo tava perfeito e acabei fazendo com muita facilidade os 5K em 30’12. Na previsão do meu treinador, deveria fazer em no mínimo 35’, de leve, mas não deu. A euforia e a vontade de correr era tão grande que acelerei bem mais do que era recomendado e fechei o treino rapidinho. Já tava com saudade de sentir a sensação das pernas pesadas e do suor escorrendo na testa e ontem deu pra matar um pouco.

E no sábado já vou retornar às provas.

Aqui em Piracicaba mesmo, acontece a 3ª Corrida Pedestre “Eu quero a Paz”, de 7,5K, organizada por uma pela comunidade da Igreja Batista onde o amigo Helton frequenta. É uma corrida extremamente simples, sem chip, camisetas e medalhas para poucos, com inscrição a 10 reais mais 2 kilos de alimentos, onde a intenção é apenas ajudar pessoas carentes com doação de alimentos. Com largada prevista para as 16h00, o percurso corta um dos bairros mais carentes da cidade e passa por um trecho de área rural e todo o staff da prova é composto por membros da comunidade mesmo, como nos postos de hidratação.

Fiz essa prova o ano passado e posso afirmar que é um dos percursos com o visual mais bonito, pois lá pelo final da prova, a gente corta por estradinhas de terra, num ponto alto onde dá pra observar uma parte da cidade já com o sol se pondo e deixando o céu avermelhado. Bonito demais!

E só de saber que as intenções da prova são de ajudar quem necessita, já vale a pena. É um ambiente realmente muito agradável e a participação do público carente do bairro aplaudindo é bem gratificante.Se alguém quiser saber mais infornmações, clique aqui.

Agora é treinar direitinho novamente e saber se esse período sem treino me causou algum prejuízo ou se me fez bem, já que to com o corpo zerado e corri leve como queniano ontem a noite.

Uma ótima quinta… e vamos correndo!

Augusto – O retorno.

quarta-feira, setembro 1, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

147

3,2Kg em apenas 5 dias! Esse é o saldo que a balança me apresentou ontem, depois de 5 dias de dieta forçada a base de isopor. Bom, pelo menos era assim que eu sentia o gosto do pouco que eu comia. É claro que é bom olhar para o espelho e notar essa “secada” mas emagrecer nessas condições, eu heim!

E pra não perder o embalo, aproveitei e comprei, por indicação do amigo Márcio Cabral, o livro “A dieta do Corredor”, da renomada nutricionista Suzana Bonumá. Comecei ler ontem e me parece ser bem legal e tem umas receitas interessantes no final. Vamos ver se o livro me ajuda a manter essa boca nervosa e essa cabeça de gordo no lugar.

E que maravilha! A tosse de velhinho tuberculoso já está acabando, aquele peito chiando como motor de Fiat 147 a álcool também já apresenta melhoras significativas e a disposição pra voltar a treinar tá batendo novamente.

Por recomendações médicas, deveria aguardar até domingo pra poder dar meus trotes mas não aguento mais ficar de molho. Como a umidade já melhorou um pouco, hoje a noitinha vou arriscar fazer meu treino, mesmo que bem leve, coisa de uns 30 minutos, só pra sentir se ainda consigo brincar dessa coisa de correr. Tomara que sim né?

O lance agora é ir retornando aos poucos, refazer as metas, algumas delas totalmente prejudicadas com estes dias, e colocar algumas provas que eu queria utilizar pra tentar baixar meu tempo, apenas como treino de luxo. No meu caso atual, é preferível devagar e sempre.

Uma ótima terça pra todos vocês…

E vamos correndo!

Empacado

terça-feira, agosto 31, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

pangar

Sem treinar há 9 dias e com várias provas para o mês de setembro, sendo a primeira delas neste sábado. Será que dá pra encarar? Será que existe mesmo a tal “memória do corpo”?

Por recomendação médica, ainda não devo correr por causa da tosse que o exercício poderá desencadear. No máximo é pra eu fazer uma caminhada. Caminhada? E minhas provas, como ficam? Será que terei de abortá-las?

Tudo bem que as duas primeiras não são lá muito importantes mas tava com vontade de fazer. Mas se perder tudo bem. Agora as duas outras não quero perder de jeito nenhum. A primeira será a maratona de revezamento pão de Açúcar, dia 19, onde montamos uma equipe aqui da agência e teremos a estreia de um dos amigos em provas. Já estamos inscritos há tempos e não queria de jeito nenhum ficar de fora.

A outra é a tradicional Corrida Integração, de Campinas, que já fiz até a inscrição e acontece no dia 26.

Mas a pergunta mesmo é: será que se eu ficar sem treinar por quase 15 dias dá pra encarar uns poucos dias de treinos e fazer estas provas sem me arrebentar no caminho?

Tinha também a intenção de correr, em outubro, a prova da Track&Field de revezamento, só que fazendo os 30K sozinho, mas agora também não sei. Se tivesse em ordem, estaria em pleno treinamento para isso.

Queria a opinião de vocês, amigos mais experientes, sobre qual a melhor forma de encarar essas provas pra não fazer tão feio mas também não me arrebentar todo por teimosia. Alguém tem alguma solução?

E vamos correndo!

Chato. Muito chato. Insuportável.

segunda-feira, agosto 30, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

tosse

Pra falar a verdade, nem tenho muito o que dizer. Estou um tanto quando desanimado com esse presentão que ganhei de aniversário e que parece não melhorar. Uns ganham belos presentes, até carros, eu ganhei uma bela tosse seca insuportável e um antibiótico caro pra caramba, que de lá pra cá me deixou completamente desanimado com tudo.

Hoje entro no 8º dia sem poder correr, e mesmo que pudesse, não seria nada produtivo, já que a cada duas passadas haveria uma bela tossida. O pior até que já passou, um pouco.

No final de semana, tinha vontade de sumir cada vez que percebia que um novo ataque de tosse estava chegando. Eram vários intermináveis e sofridos minutos, já que de tanto tossir, está tudo dolorido por dentro. Até a garganta já tá detonada pela tosse.

Ontem, enquanto todo mundo curtia  passeando ou com a família em casa, as últimas horas do final de semana, o zicado aqui tava lá no hospital tirando raio-x do pulmão, pra saber se pelo menos ele ainda estava lá.

E é isso. Sem treino, desanimado e quer saber, revoltado mesmo de estar assim. Mas como dizem que nada acontece por acaso, o negócio é tentar tocar o barco a torcer pra isso acabar logo.

Hoje vai ser uma negociação difícil lá na agência. O médico praticamente me proibiu de ficar no ar condicionado, que seca ainda mais esse nosso ar, mas lá na agência, esquentou um pouco e o pessoal  já liga a “geladeira”.

Me desculpem o tom azedo desse post, mas é assim que me sinto mesmo. Tô mais chato que a minha tosse.

Uma excelente semana pra todos vocês… e vamos  tossindo correndo!

O tempo passa e a gente nem percebe.

quarta-feira, agosto 25, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

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Este texto não é meu, não sei nem a origem dele. Me foi enviado pela amiga Mayumi, e achei tão bonito que quero dividir com vocês. É longo, mas vale cada palavra lida.

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: “Tenho algo importante para te dizer”. Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: “Por quê?”.

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou “você não é homem!” Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.


Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.


No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.


Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.


Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.


Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. “Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio”, disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo “O papai está carregando a mamãe no colo!” Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho “Não conte para o nosso filho sobre o divórcio”. Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.


No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.


Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse “Todos os meus vestidos estão grandes para mim”. Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso… ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração… Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse “Pai, está na hora de você carregar a mamãe”. Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.


Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: “Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo”.
Eu não consegui dirigir para o trabalho. Fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia. Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela “Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar”.


Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa “Você está com febre?” Eu tirei sua mão da minha testa e repeti “Desculpe Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe”.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi:  “Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe”.


Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama – morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio – e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.


Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

“Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir”.

E vamos correndo!

Mais 365 se vão… muitos outros virão.

terça-feira, agosto 24, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

bolo

39 anos. Apenas mais um aniversário. Assim seria se este ano não tivesse sido tão cheio de novidades, umas ruins, outras boas. Muitas coisas aconteceram nesse ano, que ora parecia curto demais, ora sem fim.

Fiz minha primeira meia maratona, tive minha primeira lesão mais séria, me dediquei como nunca nos treinos, e num outro momento quase joguei a toalha. Perdi alguns quilos, recuperei quase todos. Foi mais um ano de brigas inúteis com uma balança que me persegue desde a adolescência. Nutricionista? Não conseguiu me acrescentar no seu case profissional. Desisti pelo simples fato de me sentir podado na minha outra paixão, essa perigosa, que é comer.

Começo do ano foi difícil, minha esposa com problemas no trabalho, um laboratório de análises onde descartável era palavra proibida e com uma chefe recém-formada, egoísta e mimada, que ganhou de presente dos pais um laboratório. Numa discussão onde disse verdades doloridas, minha esposa foi sumariamente demitida. Nessa época já fervilhava na minha cabeça, ideias ainda não muito concretas unindo camisetas, desenhos, diversão.

A roda gigante começa a descer. A parte da grana até que a gente ia tocando, mas a falta de trabalho para uma pessoa que estudou, se formou e adora a profissão, foi o que mais pesou pra ela. O desânimo foi tomando conta. De vez.

Passei pelo pior dia da minha vida. Era véspera do dia das mães. Não gosto nem de lembrar.

Depois disso, as coisas começaram a tomar outro rumo. Quando se desce ao fundo, o único caminho é pra cima, e assim foi. Uma nova proposta de emprego, no maior laboratório da região, lhe recompôs os ânimos e injetou uma dose cavalar de dignidade.

A roda começou a subir. E da mesma forma que a mão ruim nos puxa pra baixo, outra aparece pra nos puxar pra cima tirando daquela situação. E felizmente essas mãos apareceram e de forma espontânea. Eram as mãos que iriam definitivamente nos tirar dali, oferecendo a chance e as condições pra tirar do papel, tudo aquilo que ao longo do tempo já estava desenhado e planejado na minha cabeça.

Bati muita perna com o laptop debaixo do braço, correndo pra lá e pra cá em busca de quem me confeccionasse o sonho. Inúmeras portas na cara, ligações não respondidas, e-mails descartados e até um “seu negócio não é interessante pra nós” eu ouvi. Mas sabe como é virginiano. É insistente, perseverante. Quase um mês de negociação e o sonho iria sair definitivamente da cabeça pra seguir para 14 estados do Brasil pouco tempo depois.

A roda subia como nunca. Em alguns momentos cheguei até a comentar com minha esposa e minha mãe, sobre o fato de estar com medo de, enfim, me sentir feliz. Era uma sensação tão clara de que tudo corria bem, antes não muito experimentada, que me fazia sentir medo mesmo, achando que logo outra grande pancada viria em seguida. E graças a Deus não veio.

Hoje, feliz como nunca, vendo sonhos se realizando com meu filho crescendo firme e forte, minha esposa no seu melhor momento profissional e meu pequeno negócio indo de vento em popa, estou entendendo o motivo que faz tanta gente rir por ai e que eu até então tinha medo de fazer. Hoje rio e com prazer.

Completei esse ano mais forte do que nunca, mais determinado, confiante e cercado de centenas de novos amigos, que ao longo desse tempo, de certa forma me direcionaram para o que sou e faço hoje.

Infelizmente o bolo é virtual, mas ofereço um pedaço a cada um de vocês que fizeram parte desses 365 dias tão importantes da minha vida.

E não quero apagar vela nenhuma, deixem a luz acesa. Escuridão não quero mais pra mim. Que fique no passado.

Amanhã é outro dia, e a roda gigante continuará subindo, se Deus quiser, rumo aos 40 ainda melhor. E acho que ele há de quer.

Grande abraço…. e vamos correndo!

39, e a seco!

terça-feira, agosto 24, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

solo

Tá demais! Não me lembro de ter passado por uma época tão seca assim.

O nariz fica escorrendo, a garganta arranhando, a cabeça meio doendo, a pele parecendo escama de tucunaré, tosse, daquelas de tuberculoso terminal e até o lábio insiste em ficar cortado. Nem a manteiga de cacau tá dando jeito. E o pior é que a previsão aponta a mãozinha de São Pedro só para o mês que vem.

E se para o dia-a-dia já tá ruim, imagina pra correr. Tá difícil demais. Nesse domingo, na corridinha de 5K que fiz por aqui, a sensação era de estar correndo com um saco plástico na cabeça, tipo tortura de bandido, já que era difícil puxar o ar necessário pra correr e o que vinha era aquele pó que deixa até os dentes da gente ásperos.

Durante a semana, como treino a noitinha, a sensação é um pouco melhor. Pouco mesmo, mas o suficiente pra deixar a sensação um pouco menos incômoda.

Hoje tenho academia, treino de circuito, pra me deixar pronto para duas cagad…ops, desafios que impus pra mim mesmo até o final do ano: correr os 30K sozinho, no revezamento da Track&Field em Campinas e fazer 21K (4 voltas) em Interlagos, na Ayrton Senna Racing Day, com suas nada amigáveis subidas. E tudo isso com o calorzão de verão explodindo sobre o cocoruto. Mas já que vivemos de desafio, que venham agora.

Só não to conseguindo, como sempre, perder peso pra fazer essas distâncias mais longas sem carregar excesso de bagagem. Como é difícil, caramba! Tá bom que não sou lá nada aplicado quando se fala em dietas e regimes, nem a nutricionista me deu jeito, mas deveria sim sair da casa dos 3 dígitos (100,3kg) pra não sobrecarregar tanto as articulações, tendões, joelhos. Vamos ver se até lá consigo. Um pouco pelo menos.

E voltando à seca, como estou priorizando os treinos mais longos, esses são os que mais pegam. Outro dia, num treino de 21K, foram 2 Gatorades, 1 garrafinha de água e depois mais um copo. Acho que extrapola um pouco as quantidades recomendadas mas fazer o que?

Bom, o lance é mesmo esperar pela esguichada do nobre São Pedro pra acalmar todo esse pó que invade nossas narinas.

E não sei se é bom ou é ruim, mas amanhã, dia 25, completo mais uma ano visitando esse mundo doido. Entro no meu último ano como “inta”. Logo logo já sou um “enta”. Putz!

Mas que venha os 39! E vamos correndo!

Domingo no parque

domingo, agosto 22, 2010 por Augusto - Vamos Correndo

Parte da galera da equipe, antes da prova.

Parte da galera da equipe, antes da prova.

Mais especificamente no Parque da Rua do Porto, cartão postal da cidade e onde acontece quase todas as (poucas) provas que temos por aqui, participei hoje pela manhã da 2ª Corrida Gazeta de Piracicaba, 5K, organizada por um tabloide local de mesmo nome.

O mais legal dessas provas na cidade é poder contar com a presença da minha esposa e filho, que em outros casos não encaram pular da cama as 4 da matina e encarar estrada pra me ver correr.

Chegamos lá por volta das 8h, já que a prova teria a largada às 9, e fomos pra tenda da parceria entre a academia R. Personal e a assessoria Fit Labore. Só a nossa tenda ocupou um espaço maior que todas as outras juntas. E não era pra menos. Juntando a turma dos dois, eram 47 corredores, e mais outros, que pagaram o “serviço” de tenda separadamente. Um total de mais de 60.

O mais legal é que todos estavam uniformizados, com as camisetas dadas pela academia/assessoria, num tom de laranja daqueles de não perder filho em shopping. E como a camiseta oficial da prova era branca, o destaque foi ainda maior. E eram muitos os mimos. Primeiro que na sacolinha dos kits, retiradas anteriormente por eles, além da camiseta da prova, já vinha a camiseta laranja até com o número de peito afixado.

Na tenda, que na verdade eram duas, uma mesa gigante de frutas com maçã, banana, melão, pera, melancia, uva-itália, laranja, além de sandubas de presunto e queijo, bolachas maisena e cream cracker, SportDrink, suco, Ades, e até café.

No espaço externo da tenda, duas macas para massagens. E não são as “quick massages”, são aquelas com creme, nas pernas, tirando todos os nós musculares adquiridos depois da prova. Coisa de uns 10, 15 minutos.

Tinha também um fisioterapeuta fazendo um teste de pisada que eu ainda não conhecia. A gente fica em pé sobre uma caixa de acrílico com um espelho dento, mostrando a pressão da nossa planta do pé sobre o acrílico. Fiz esse teste e é impressionante a diferença que tenho de um pé para o outro. E isso reflete no alinhamento corporal. Depois de perceber o desalinhamento, colocou pequenos pedaços de palmilha sob meus pés e fez o teste novamente. Pimba! Alinhamento perfeito. Já falei com ele que quero uma palmilha dessas. Sempre sofro com meu pé esquerdo e isso pode ajudar a acabar com essas dores.

E pra quem pensa que tudo isso tem um custo exorbitante, posso garantir que em Sampa, tudo isso custa pelo menos três vezes mais. Nesse ponto é bom ser “caipira” do interior.

Bom, e falando agora da prova, o único ponto negativo foi a relação preço+kit. R$40,00 a inscrição e numa sacolinha de TNT apenas uma camiseta e mais nada. Achei caro. O percurso já é mais do que conhecido, faço parte dos meus treinos por ali. Praticamente plano, apenas com uma subida, até que tranquila, logo nos primeiros 500 metros.

Ponto de hidratação ok no km 2,5, mas nesse ponto a gente vê a diferença de cultura mesmo. Tinha mais copinho espalhado no meio da rua do que numa prova em São Paulo com 5 mil pessoas. Lá, o pessoal joga às margens da rua, aqui, joga no meio da rua!Impressionante.

Mas o que pegou foi a baixa umidade do ar. Acabou com a chance de baixar o tempo de quase todo mundo. O ar tava seco demais! Acabei a prova falando com a voz diferente, meio rouca, e o lábio todo rachado. Acho que de tanto puxar aquele ar sujo e seco pela boca, deu alguma zica na minha goela…rs

Minha chegada, babando!

Minha chegada, babando!

E como já sabem, provinha de 5 pra mim é martírio. Ainda mais nessas provas com pouca gente. A chance de terminar junto com os caras retirando os cones é grande, então, pra não acontecer, forço o que posso. Isso significa fazer a prova toda a mais de 100% da minha FC. Para um cara cuja máxima acusada pelo ergoespirométrico foi de 181, não sei se é prudente correr a prova toda entre 185 e 190. Mas to vivo…rs

Cheguei praticamente babando de tanto esforço mas valeu. Fechei em 27’52, 12 segundos acima do tempo que fiz no ano passado, mas em condições bem diferentes. Ano passado tava uma chuvinha bem fininha e frio, hoje, calor e tempo seco demais. Tá bom.

Rapidinho, fui pra tenda encontrar minha família, cair de boca naqueles sucos e frutas e depois pra massagem. E ficamos por ali um tempão. O Beto, dono da academia, e o Rogério da Assessoria, fora  chamados ao palco pra receber um troféu pela equipe mais numerosa e animada. Depois, por conta, organizamos uma corridinha kids pra filharada, com direito a medalha igual a nossa também. Ah! com direito até a alongamento!

Gu com sua 2ª medalha e no alongamento. Tá se achando...rs

Gu com sua 2ª medalha e no alongamento. Tá se achando...rs

E valeu. Foi um domingão bem bacana, um corrida legal e o melhor, com a presença da família.

Uma ótima semana pra vocês… e vamos correndo!